Astrônomos descobrem que universo tem cerca de 14 bilhões de anos.

A verdadeira idade do universo é um dos assuntos mais debatidos pela comunidade científica. Por meio de tecnologias avançadas e muita observação, especialistas indicam que sua formação ocorreu após o Big Bang, há cerca de 13,5 bilhões de anos. No entanto, ao que parece, esse número pode ser um pouco maior.

De acordo com dados coletados da chamada estrela de Matusalém, considerada a mais velha já descoberta, indicam que nosso universo tem cerca de 14 bilhões de anos. Para chegar a essa conclusão, astrônomos utilizaram informações do Atacama Cosmology Telescope (ACT), localizado no Chile.

Durante as observações, os especialistas avaliaram a luz mais antiga identificada até então e chegaram à conclusão que o universo tem entre 13,8 e 14 bilhões de anos. A pesquisa com todas as considerações dos astrônomos foi publicada no Journal of Cosmology and Astroparticle Physics.

Método de descoberta da idade do universo

Durante o estudo, foi descoberto que o universo se expande a uma taxa de 67,6 quilômetros por segundo por megaparsec. Esta indicação coincide com o que foi apontado pelo satélite Planck, da Agência Espacial Europeia (ESA), que estima que essa taxa esteja em 67,4 quilômetros.

“Encontramos uma taxa de expansão que está certa na estimativa da equipe do satélite Planck. Isso nos dá mais confiança nas medições feitas a partir da luz mais antiga do universo”, disse Steven Choi, um dos principais autores do novo estudo.

Apesar da confiança nos resultados, vários cientistas ouvidos pelo site Space indicam que medir a idade do universo com base em uma estrela pode gerar certas discrepâncias. De qualquer forma, essa revelação não deve ser considerada como única verdade, já que, à medida que novas descobertas são feitas, as observações podem ser alteradas.

Big Bang não foi o começo de tudo. Antes dele, havia algo de que nós tomamos o lugar e, provavelmente, esse “algo” é para onde retornaremos no fim. Ao menos, é o que defende o físico e matemático Roger Penrose, vencedor do Prêmio Nobel de Física por seu trabalho no estudo dos buracos negros.

Segundo a visão do especialista, o nosso universo está em constante expansão, seguindo este curso até que toda a sua massa acabe por decair, dando lugar a algo diferente: “(…) Nesta teoria maluca minha, esse futuro remoto será o ‘Big Bang’ de outra era”, afirmou em entrevista ao Telegraph.

As evidências que fundamentam a teoria de Penrose residem, segundo o próprio, nos inúmeros buracos negros que existem desde antes do nosso universo, mas que se aproximam dos fins de suas próprias vidas, vazando radiação à medida que se esgotam por completo.


Roger Penrose, vencedor do Prêmio Nobel de Física em 2020 pelo seu trabalho no estudo sobre buracos negros. Foto: Biswarup Ganguly/Creative Commons

 

“O nosso Big Bang começou com algo que foi o futuro mais remoto de uma era anterior e que também apresentava buracos negros que estavam se esgotando, por meio da ‘evaporação de Hawking’, e eles vieram a criar esses pontos no céu, os quais chamei de ‘Pontos de Hawking’”, disse o vencedor do Nobel.

A “evaporação” a que Penrose se refere provavelmente é a “Radiação Hawking”, um conceito criado por Stephen Hawking (1942-2018) para explicar os efeitos quânticos sofridos por buracos negros quando estes se aproximam do fim de suas vidas, ressaltando especificamente sua perda de energia.

Fonte: Olhar digital
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